Sinto-me tão abstrata
Coisa tão errada
Será que fiz ?
Sinto coisas descontroladas,
Que tenho que controlar
Será que isso é solidão?
Sinto o tempo passar...
As aves a voar
Tudo a encantar
É como borboletas no céu
Os raios do sol
Tocar no papel
Sinto o vento parar
Tudo mudar
Outra vez...
Me sinto muito melhor
Uma paz maior
Por um tempo...
Por um tempo...
A vida está aqui,
Tenho que aproveitar
Oportunidades podem passar,
E não mais voltarem atrás...
Esse é o medo,
De dar um não a quem tem um sim sincero;
Se esse sim recebe um não,
É ai onde está minha imensa decisão
O que importa é que não quero
Fazer ninguém sofrer ...
Colecionar os sim’s ...
Isso não é certo.
Eu sofro também com tudo isso
Não é querer usar alguém,
Mas é a dúvida que toma conta de mim,
Invade o meu pensar...
É uma coisa que eu não admito,
Mas acontece, não posso evitar ..
Não quero perfeição
Parece até hipocrisia
Isso tudo...
Todo mundo quer a perfeição,
Vai ver é por isso que nada é perfeito
A insatisfação toma conta...
As águas do pensamento me poluem
Mas é isso, isso que me faz ficar assim,
Assim...
Olho com os olhos diferentes
Mas a hipocrisia me faz voltar ao início,
Não consigo virar para a imperpeição.
Seria o novo abstrato
O que: nem Jesus agradou a todos.
E ninguém será tão perfeito para mim.
Olhando pra mim, vejo a impureza da imperfeição
Os defeitos tomam conta de mim,
Serei feliz...
Batalhas...
A vida é cheia de batalhas
Estas que se vencidas,
Levarão à perfeição.
Beatriz Souza de Albuquerque



